Produtores rurais ouvem palestra sobre silvicultura

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*O professor universitário Rui Rocha, diretor do Instituto Floresta Viva, proferiu palestra sobre silvicultura aos produtores rurais na sede do Sindicato Rural de Ilhéus, dia 22 de maio último, a partir das 3h da tarde. Silvicultura é a ciência que estuda os métodos naturais e artificiais de regenerar e melhorar o povoamento das florestas com a finalidade de mercado, bem como sua aplicação para manutenção, utilizando racionalmente as florestas.

Rui começou apresentando um documentário exibido pelo programa dominical Globo Rural, ano passado, que discorreu respeito da plantação de árvores com objetivo do cultivo de madeiras. Na matéria, foi citado o município paulista Luis Antônio, distante 260 km da capital São Paulo. Na reserva de Luis Antônio, vem-se fazendo diversos testes com madeiras de espécies nobres a exemplo de jequitibá, pau-marfim, ipê roxo e louro pardo. Uma das finalidades dos testes é comparar o crescimento. No período de 26 anos, o jequitibá ganhou como madeira de melhor qualidade e maior cubicagem. O guanandi, que cientificamente é Calophyllum brasiliense, apareceu como alternativa. É valorizada como madeira de lei e apresenta cor bonita. Seu nome varia de acordo com a região. No sul da Bahia, por exemplo, o guanandi é conhecido pelo nome olandi.

A mata atlântica do sul da Bahia é propícia para o cultivo de madeira. O Instituto Floresta Viva mantém um viveiro em Serra Grande, distrito de Uruçuca, onde dispõe de aproximadamente 100 mil mudas de 120 espécies, das quais se incluem as de madeira. O pati, por exemplo, serve para a produção de ripas e ripões.

O sul da Bahia é considerado o lugar das florestas e agroflorestas. O cacau é uma das maiores fontes de geração de emprego e renda, desde que seja agregado valor com a produção do chocolate. Atualmente, 100 mil pessoas são empregadas com essa atividade. Havendo políticas públicas, voltadas para o setor, esse número pode, no mínimo, triplicar.

Os produtores rurais veem a madeira como outra opção valiosa. O investimento nas florestas é de grande importância na produção de sementes, na extração da madeira para comercialização e na manutenção do paisagismo natural, que contribui com outra atividade importante: o turismo. Com o atual ou o novo código florestal, é preciso manter-se informado sobre as leis que regem a floresta. Pensando nisso, os produtores rurais, presentes na palestra, agendaram uma reunião com o professor Rui Rocha, próximo dia 12 de junho, tendo como pauta Licenciamento e Projetos. Antes, no dia 6 de junho, haverá um workshop sobre silvicultura com a presença de gente altamente versada no assunto.

Fonte: Jornal Eletrônico Esperança Conduru