Tecnologias Sócioambiental

Mudário

A Tecnologia Socioambiental Floresta Viva rompe os limites do rural e do urbano, onde o desenvolvimento local se refere aos processos de melhoria de qualidade de vida das pessoas no enfoque do desenvolvimento humano, levando em conta a sustentabilidade destes processos e surgimento, a partir de iniciativas locais.

É a promoção de uma nova construção social rural em que a terra passa a ser percebida com valores potenciais múltiplos, como atividade tradicional de produção agrária, serviços ambientais, valores cênicos e paisagísticos e a própria cultura derivada da relação entre os habitantes e o meio onde vivem.

O modelo desenvolvido e aplicado pelo Instituto Floresta Viva, como piloto na APA Itacaré/Serra Grande, desenvolve alternativas sustentáveis e transfere novos conceitos com a mudança de uma matriz de produção e atividades do novo rural que se complementa com o turismo em evolução. Este modelo de desenvolvimento rural cumpre uma missão estrutural na paisagem, auxiliando as estratégias dos governos e do setor produtivo para a sustentabilidade econômica, social e ambiental na região, envolvendo a agricultura familiar e o turismo, com a conservação das florestas e dos recursos hídricos locais.

Portanto, esta proposta metodológica, baseada nos resultados obtidos pelo Instituto, premia a inserção diferenciada de produtores dedicados a modelos produtivos sustentáveis, métodos que permitam avaliar, documentar e gerir adequadamente estes modelos, como ferramenta importante no processo evolutivo de formação de um mercado ético e solidário, auxiliando tanto a gestão ambiental em nível do estabelecimento, como em nível de território.

Esta tecnologia é flexível e possibilita diferentes ângulos de abordagem e variados arranjos operacionais, sendo monitorada e avaliada de forma participativa e durante todo o processo de execução. Trabalha com a fusão do conhecimento formal com a experiência dos participantes e de sua própria percepção sobre monitoramento e avaliação com as condições institucionais de cada uma das organizações envolvidas para implementar o sistema em construção.

“... eu vivia aqui de queimada, derrubando, quebrando pedra na estrada, eu era um destruidor da natureza... e hoje, através do Floresta Viva, eu tenho minha horta, meu SAF, galinha, viveiro, carneiro ... melhorei minha casa... - sou um preservador da natureza, ... aprendi a ética com o Floresta Viva.” Alberico - agricultor – Brilhante

“... melhor coisa que já surgiu aqui, porque da forma que a gente tava, mal organizado. Hoje, graças a Deus, todos aqueles que ingressaram no Floresta Viva estão com uma situação melhor, mais investimento, mais comida na mesa...” Otilia Nogueira – agricultora - Marambaia